Uma solução definitiva para as embalagens retornáveis e descartáveis na CEAGESP

 

Banco de Caixas na Ceasa do Rio Grande do Sul, Central de Caixas na Ceasa de Uberlândia, LogiClean na Ceasa de Campinas, Central de Embalagens ‘Governador Miguel Arraes’ na Ceasa de Pernambuco são as denominações dadas à concretização de um projeto desenvolvido pelo Centro de Qualidade em Horticultura no ano de 2.000.  A proposta do Centro Logístico de Caixas é mais abrangente, envolve as embalagens retornáveis e as descartáveis.

 

As embalagens descartáveis de papelão e madeira estão sendo reutilizadas e deveriam estar sendo encaminhadas para reciclagem. O Centro de Reciclagem é responsável pelo recolhimento através de compra ou doação das embalagens descartáveis e encaminhamento para reciclagem.

 

O primeiro modelo proposto pelo Centro de Qualidade em Horticultura da CEAGESP já ano 2.000 foi voltado para as embalagens retornáveis. Ele é composto pelo Centro de Caixas e pelo Vale Caixa. Ele permite a utilização da embalagem retornável em circuito aberto, tirando do usuário (produtor, atacadista e varejista) a responsabilidade pela administração do seu retorno e pela higienização e a necessidade de manutenção de estoque de caixa.

 

A base da proposta é simples. Cada usuário paga pela caixa e é responsável pelo sumiço da caixa que estiver em seu poder.  O sistema pode funcionar com um cartão de crédito e débito como já acontece no Rio Grande do Sul. A retirada da caixa, vazia ou com produto, é debitada no cartão e a entrega da caixa é creditada no cartão. A caixa vazia só pode ser entregue ou retirada no Banco de Caixas. O débito e crédito da caixa com produto é feito pelo atacadista, num sistema semelhante ao leitor do cartão de crédito.

A utilização de embalagens retornáveis no ETSP - Entreposto Terminal de São Paulo cresce todos os anos. A utilização anual de embalagens de madeira tipo “proprietária” (com a marca do dono) para o acondicionamento de citros e banana foi de 21 milhões de unidades em 2008 e a de plásticas foi de 16 milhões, um total de 37 milhões de embalagens.

 

A administração da embalagem retornável em circuito aberto, sem uma estrutura adequada, é uma tarefa estafante, quase impossível. O espetáculo diário de descarga, organização e entrega de caixas vazias pelos compradores, do controle da retirada e da entrega de caixas, do armazenamento, do reparo, da manutenção de estoque, do atrito com o comprador, da organização para o retorno à produção das caixas vazias pelos atacadistas são alguns dos problemas enfrentados.

 

O custo de descarga e do controle da caixa vazia entregue pelo comprador, de higienização e armazenamento da caixa vazia, da garantia da existência da caixa vazia, da carga e controle da caixa vazia higienizada que vai para o produtor gira em torno de R$ 0,30 a R$ 0,35 por caixa, nos sistemas já em funcionamento. O serviço ainda garante um mercado sem caixas vazias e não existe mais a necessidade de estoque de caixas.

 

A CEAGESP de São Paulo precisa de um sistema que viabilize a utilização de embalagens retornáveis. O seu tamanho e o seu volume de caixas amedrontam. É mais interessante começar devagar e ir aumentando, dentro de um programa de adesão voluntária. A comercialização de alguns produtos está concentrada nas mãos de poucos atacadistas. Se conseguirmos, por exemplo, que os atacadistas responsáveis por 80% do volume de citros, de banana e de tomate façam a sua adesão, teremos o nosso sistema, ‘Centro Logístico de Caixas’, implantado rapidamente.