Os defensivos agrícolas ou agrotóxicos surgiram ao longo do desenvolvimento tecnológico da agricultura. A concentração de plantas com as mesmas características, num mesmo local, gerou o aumento de pragas e doenças e daí a necessidade de controlá-las, para garantir a produtividade e a qualidade do produto agrícola e o abastecimento da população.

Ao longo do tempo, o homem passou a compreender que os agroquímicos podem ter efeitos nocivos ao meio ambiente, à saúde humana e aos inimigos naturais das pragas. Por essa razão, foram criados mecanismos de segurança, para prevenir problemas à saúde humana e ao meio ambiente, para evitar o surgimento de resistência aos princípios ativos utilizados e para incentivar o uso do manejo integrado de pragas e doenças e o uso de produtos menos tóxicos.

A legislação brasileira é muito exigente. Existe um sistema complexo de registro de agrotóxicos, específico para cada cultura. O produto precisa atender às exigências de eficiência agronômica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, de  inocuidade à saúde humana, do Ministério da Saúde e ao meio ambiente do Ministério do Meio Ambiente. O desenvolvimento de um novo princípio ativo é muito caro e demorado. A utilização de agrotóxicos sem registro é um grande problema da horticultura (fruticultura, floricultura e olericultura). Fica impossível garantir a segurança de um alimento quando ele apresenta resíduo de um princípio ativo não testado para aquela cultura. A competência para a fiscalização do registro do agrotóxico para a cultura é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em parceria com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Inocuidade do alimento é uma característica oculta de qualidade. O alimento é inócuo quando não apresenta substancias estranhas ou as apresenta dentro de limites de tolerância aceitáveis. A inocuidade em frutas e hortaliças frescas acontece, pela ausência de resíduos de agrotóxicos, ou pela sua ocorrência abaixo do Limite Maximo de Resíduo - LMR. Analises de resíduos de agrotóxicos em frutas e hortaliças frescas são realizadas pela CEAGESP desde 1978. Os resultados das análises são enviados aos órgãos responsáveis: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a Secretaria de Agricultura de  cada estado.

O SIRAH – Sistema de Informações de Resíduos de Agrotóxicos em Horticultura é um banco de dados construído para facilitar o acesso a essas informações e está disponível para os interessados.

A forma mais fácil e segura de evitar problemas é a adoção pelo produtor e a exigência pelo comprador da rotulagem na caixa, com a identificação do produto e do seu responsável.

Maiores informações no Centro de Qualidade em Horticultura da CEAGESP