O varejo é o principal destino das frutas e hortaliças frescas comercializadas na CEAGESP. Desenvolvemos o programa 'Manuseio mìnimo' para o varejo. Precisamos agora desenvolver um sistema de apoio à tomada de decisão, semelhante ao que desenvolvemos para o serviço de alimentação - Hortiescolha.

O trabalho exige:

1º A caracterização da situação atual, principais problemas e desafios do varejo na gestão das frutas e hortaliças frescas, através do banco de dados do supermercado e entrevistas do gestor

2º O desenvolvimento de ferramentas de apoio à tomada de decisão na gestão das frutas e hortaliças frescas no varejo, visando a melhoria das medidas de desempenho: perda, quebra, ruptura, diversidade, qualidade, receita por m2, relação preço de venda/ preço de compra.

3ºO desenvolvimento de um sistema informatizado de apoio à tomada de decisão na gestão das frutas e hortaliças.

Precisamos de ferramentas em cada uma das etapas de decisão: 

1. Lista de itens qeu devem ser cadastrados no sistema

2. Que itens solicitar

3. O que exigir do fornecedor

4. Controle de qualidade no recebimento

5. Precificação

6. Manejo na gondola

7. Como melhor atender o consumidor, aumentar o consumo e asua receita.

A proposta é começar com os indicadores de desempenho e fornecer as ferramentas necessárias para a sua melhoria. Aqui estão os indicadores de desempenho propostos:

1. Perda
O produto, que não atende aos padrões mínimos de qualidade, é pesado e descartado. O cálculo do índice de perda é feito considerando o peso do produto descartado e o peso na entrada do produto. O descarte pode acontecer no recebimento do produto e na gondola.

2. Quebra
A perda total que acontece no supermercado pode ser medida pela subtração do peso do produto na entrada, do peso do produto no check-out. A quebra é a perda não explicada pela perda. O cálculo do índice de perda utiliza a diferença entre o peso de entrada e a soma do peso do produto descartado (perda) e do peso registrado na saída do produto (check-out).

3. Ruptura
Ruptura é a constatação da ausência de um produto na gôndola, que faça dos seus itens.

4. Diversidade
A diversidade é medida pelo número de itens que fazem parte da oferta do supermercado na sua lista de produtos e na gondola. Ela pode ser caracterizada pelo número de produtos, variedades, classificações dentro do universo disponível na época.

5. Conformidade de homogeneidade e qualidade
Conformidade é a medida da proporção de atendimento aos padrões mínimos de qualidade e tamanho na gôndola.

6. Rastreabilidade
Capacidade de identificar na gôndola a origem do produto.

7. Receita por m2
Índice que compara o valor da receita líquida por m2 do setor de frutas e hortaliças com a receita líquida por m2 da loja toda.

8. Relação preço de compra/preço da Cotação de Preços da CEAGESP
Índice que compara o preço de compra com o preço levantado pela Cotação de Preços da CEAGESP

9. Relação preço de venda/ preço de compra
Índice que mede a diferença entre o preço de venda na gôndola com o preço de compra.

10. Sazonalidade: proporção do produto dentro da sua melhor época de oferta

11. Participação agricultura local no abastecimento.

 

Algumas ferramentas já estão disponíveis como:

1. Padrões mínimos de qualidade

2. Padrões mínimos de homogeneidade

3. Equivalência mensurável das classificações

4. Listagem de produtos, variedades, tamanhos e qualidades

5. Grupos de produtos intercambiáveis

6. Diferença de valor entre classificações

7. Diferença de valor entre produtos do mesmo grupo

8. Cotação de preços da CEAGESP

9. Sazonalidade por origem por produto e variedade.

 

Centro de Qualidade, Pesquisa e Desenvolvimento da CEAGESP