FRUTAS NATIVAS DO BRASIL E DIVERSIDADE

O Brasil é um dos maiores produtores de frutas do mundo. A grande área e diversidade de clima, solo, altitude permitem a produção durante todo o ano, em diferentes épocas e locais de um grande número de frutas. Só no Entreposto Terminal de São Paulo da CEAGESP, o ceasa paulistano, são comercializados em torno de 100 diferentes frutas, cada uma com 2 a 5 diferentes cultivares - 1.800 mil toneladas em 2015.
A nossa alimentação está cada vez mais concentrada em poucos vegetais. Três espécies vegetais- milho, trigo e arroz – respondem por 60% do nosso consumo de calorias e proteínas e trinta espécies por 95% do consumo total de alimentos, num universo de 12.650 espécies vegetais comestíveis. A nossa dieta está cada vez mais globalizada, mais dependente de alimentos produzidos ou originários de outros países.

A maior diversidade na alimentação é uma questão de sobrevivência econômica, ambiental e social da humanidade na busca por segurança alimentar, adaptação a mudanças climáticas, preservação da biodiversidade, segurança nutricional, redução da pobreza e agricultura sustentável.

A grande maioria das frutas que consumimos não são nativas do Brasil – foram trazidas pelos nossos colonizadores portugueses, por comerciantes e viajantes de todo o mundo. Pouquíssimas das nossas fruteiras nativas são cultivadas em grande escala. O maracujá doce e azedo, o abacaxi, o caju, o cajá manga e a jabuticaba são algumas das poucas exceções.

O acesso à maioria das frutas nativas do Brasil está cada vez mais restrito às pesas que moram na área rural ou em pequenas cidades do interior, onde ainda existem casas com árvores frutíferas. A população brasileira está concentrada nas cidades, principalmente em 26 grandes regiões metropolitanas (46%). Só 16% da população brasileira mora na área rural e menos de 7% da população paulista.

Muitas outras frutas brasileiras nativas, como jatobá, grumixama, pitanga, cereja do Rio Grande, gabiroba, umbu, cajá-manga e genipapo são difíceis de encontrar. Algumas ainda são comercializadas, em pequenos volumes, no ceasa paulistano. A maioria delas é muito perecível.

O crescimento da sua oferta e da sua produção exigem investimento em conhecimento agronômico que permitam uma produção sustentável e uma boa conservação pós-colheita.

Informações do Centro de Qualidade, Pesquisa e Desenvolvimento da CEAGESP – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
29/05/2016