O nome horticultura vem do latim Hortus - jardim e colere - cultivar. A horticultura é um ramo da agricultura e engloba as culturas que exigem grandes cuidados, capricho, trabalho intensivo como as frutas, hortaliças, flores, plantas ornamentais, temperos e plantas medicinais. Muitas delas são consumidas frescas, vivas, sem industrialização. A horticultura permite a sobrevivência digna em uma área pequena de terra, mas exige grande investimento em tecnologia e recursos. A horticultura brasileira, segundo o IBGE, ocupa 4,4 milhões de hectares, produz 71 milhões de toneladas e uma receita de R$44 bilhões na produção. Ela ocupa 6% da área ocupada com agricultura, produz 7% do volume e 21% da receita total agrícola.

O conceito do agronegócio engloba todas as operações envolvendo a produção e distribuição de suprimentos agrícolas, as operações de produção dentro da fazenda, o armazenamento, processamento e distribuição de produtos agrícolas e dos itens produzidos a partir deles.

O hortinegócio é muito diferente do grande agronegócio, é o negócio do pequeno, do perecível, da logística complexa, o produto fresco chega ao consumidor sem transformação e todos os nossos esforços são para conservar a qualidade da colheita. O hortinegócio envolve todos os que dependem da cadeia de produção e abastecimento das frutas, hortaliças, flores e plantas ornamentais – fornecedores de insumo e tecnologia, produtores, transportadores, atacadistas, varejistas e os servidores de alimentação escolar, presídios, hospitais, restaurantes, ...).

O agronegócio brasileiro é louvado com razão pela sua crescente produtividade e tecnificação. Hoje em dia tecnologia é sinônimo de informatização, de automação, de robotização.

Entretanto, tecnologia é mais abrangente, engloba o conjunto dos instrumentos, métodos e técnicas que permitem a mudança, a solução de problemas, a aplicação prática do conhecimento científico. Algumas das tecnologias que impulsionaram a humanidade são a descoberta do fogo, a invenção da roda, a escrita, a impressão, a navegação e outras como a Revolução Industrial. Todos os dias são desenvolvidas novas tecnologias de diferentes complexidades, benefícios e custo de implantação. As tecnologias de informação e comunicação se desenvolveram muito no Século XX – com a evolução das telecomunicações, utilização dos computadores, desenvolvimento da internet e ainda, a utilização de Energia Nuclear, Nanotecnologia, Biotecnologia.

O primeiro passo para a informatização e a automação é a adoção da padronização e de medidas claras e transparentes.

Tudo é muito mais difícil para o hortinegócio. É só olharmos a imensa diversidade de produtos, variedades, classificações, qualidade, tipos de embalagem, pesos, de valores, no mesmo dia – a Cotação de Preços da CEAGESP levanta os preços de 511 diferentes itens. É um Torre de Babel, onde cada um fala uma língua diferente, caracteriza o tamanho e a qualidade do produto de maneira diferente.

As exigências dos nossos compradores, varejo e serviço de alimentação crescem todos os dias: código de barra, rastreabilidade, segurança do alimento, garantia de peso e qualidade, prestação de serviços. O desafio é grande.

Os técnicos da CEAGESP estão tentando cumprir a sua parte na criação de instrumentos com a união dos conhecimentos científicos já existentes, dos conhecimentos disponibilizados por atacadistas e produtores e pela criação de novos conhecimentos.

 

Hoje estão disponíveis:

  1. As normas de classificação para 45 frutas e hortaliças – a linguagem mensurável de caracterização do tamanho e qualidade que pode ser utilizada na negociação entre produtores e seus compradores.
  2. O Hortipedia com as fichas técnicas de 95 frutas e hortaliças: identificação, guia de variedades, padrões mínimos de qualidade, equivalência de tamanho entre as denominações de classificação e medidas, guia de variedades, sazonalidade, produtos alternativos.
  3. A relação do peso líquido das embalagens mais comuns de todas as frutas e hortaliças comercializadas na CEAGESP, que permite o início da padronização da embalagem.
  4. Uma proposta de caracterização das frutas e hortaliças frescas no CNP – Cadastro Nacional do Produto da GS1, responsável pela administração da automação comercial, do código de barra. A caracterização do mesmo produto, variedade, tamanho e classificação é diferente para cada empresa, o que impede a análise de desempenho do desempenho do mesmo produto, comercializado por diferentes empresas.
  5. A promoção da adoção da rotulagem, primeiro passo para a rastreabilidade e a responsabilização, e da melhoria do preenchimento da nota fiscal do produtor, é um esforço diário dos técnicos da Portaria da CEAGESP.

A grande maioria dos problemas e desafios que enfrentamos todos os dias são comuns a todos nós. Não há como fugir deles.

Conheça os instrumentos aqui listados e muitos outros, já desenvolvidos. Eles podem ajudá-lo.

 

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