A maçã é uma fruta de regiões mais friass que o Brasil. Os brasileiros só consumiam maçã importada até pouco tempo.

Quem tem mais de 50 anos lembra da maçã como uma fruta muito especial, cara, uma consolação para quem estava doente.

A parceria entre a Cooperativa de Cotia e a JICA – Japan International Cooperation Agency no início dos anos 70, transformou o Brasil em um grande produtor e em exportador de maçã. A maçã brasileira é colhida de fins de fevereiro a julho, armazenada refrigerada, garantindo o abastecimento do mercado brasileiro o ano todo. A produção de maçã cresceu vinte vezes entre 1974 e 2004 – de 137 mil para 1.400 mil toneladas.

A maçã brasileira respondeu por 4% do comércio internacional brasileiro de maçã em 1989 e por 48% em 2017 até outubro. A exportação acontece no primeiro semestre e a importação no segundo semestre. Importamos em média, nos últimos cinco anos – 2012 a 2016 – 100.000 toneladas de maçã e exportamos 40.000 toneladas por ano.

Grandes cooperativas de produtores, como a COOPERSERRA e a SANJIO, possuem marcas de alta credibilidades, junto com várias pequenas e médias cooperativas respondem por uma grande parte do abastecimento de maçã. 

A colheita de maçã no ano de 2017 foi muito farta. São Pedro ajudou, com frio na indução do florescimento, chuva na hora certa, bons tratos.

Dá para sentir o efeito da colheita farta nos preços do ceasa paulistano da maçã. Houve uma queda de mais de 35% no preço praticado no ceasa, quando comparamos 2017 a 2016, de março a agosto.  O volume de oferta também cresceu na mesma proporção. No entanto, é comum que a queda de preços na produção e no atacado não chegue ao consumidor, só aumente a margem praticada pelo varejo. A fartura de maça não chega à mesa do consumidor.

O ceasa paulistano, um grande importador de frutas, comercializa, em média por ano, 166 mil toneladas de maçã, sendo em torno de 32% importada.

No fim do ano entra a maçã Eva, mais adaptada ao clima mais quente do Estado de São Paulo e muita maça importada. As maças das lavouras do Sul do Brasil, estarão crescendo no pé. Uma nova safra estará sendo colhida no fim de fevereiro, primeiro as variedades mais precoces e depois as mais tardias até julho.

Centro de Qualidade, Pesquisa e Desenvolvimento da CEAGESP

Novembro de 2017