O Brasil é o país da mandioca (Manihot esculenta Crantz), antes do seu descobrimento. Ainda hoje a mandioca tem grande importância na alimentação humana e animal, nas indústrias alimentícia (farinhas, féculas, espessantes, geleificantes, emulsificantes,) e não-alimentícia (têxtil, papel, plástico, adesivos, mineradora, petrolífera, álcool,).

Aipim ou macaxeira são outras denominações da mandioca para consumo in natura, que é também conhecida em outras regiões como: aipi, candinga, castelinha, macamba, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, moogo, mucamba, pão-da-américa, pão-de-pobre, pau-farinha, uaipi, xagala.

A mandioca é uma excelente fonte de energia, fibras, minerais, potássio, cálcio, fósforo e vitaminas do complexo B. Uma mandioca de boa qualidade culinária deve apresentar baixo tempo de cozimento, ausência de fibras na massa cozida e facilidade de descascamento.

A mandioca também é objeto de estudo do projeto Projeto HortiEscolha, realizado pelo Centro de Qualidade em Horticultura da CEAGESP em parceria com a ESALQ – Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Processo FAPESP 2010/52337-0).

O projeto HortiEscolha apresenta entre os seus objetivos, orientar os serviços de alimentação no processo de aquisição dos produtos de melhor custo-benefício. A mandioca é utilizada em pequeno volume ou nem é utilizada na maioria dos cardápios da alimentação escolar, não sendo considerada como uma alternativa para a elaboração de um cardápio de melhor custo-benefício e mais diversificado, em cada época.

Existem muitas opções de hortaliças feculentas, hortaliças que armazenam reserva nos seus órgãos subterrâneos. As mais comercializadas estão ilustradas abaixo. O estudo realizado para estabelecer a hortaliça feculenta (batata, mandioca, mandioquinha-salsa, cará, inhame e batata doce) de melhor custo-benefício para utilização no mês de junho de 2012, mostrou a mandioca como uma das opções de melhor custo-benefício. A utilização da mandioca no lugar da batata significou, neste estudo, uma economia de 30%.

Os principais grupos varietais de mandioca comercializados no ETSP da CEAGESP são: o Branco e o Amarelo e estão ilustradas no quadro de variedades de mandioca.

A quase totalidade (99%) da mandioca aqui comercializada é produzida no Estado de São Paulo, sendo os maiores municípios de origem: Capela do Alto, Mogi Mirim, Porto Feliz e Artur Nogueira.

Fabiane Mendes da Camara; Marcela Moretti Roma; Natália Ruza; Bertoldo Borges Filho

Centro de Qualidade em Horticultura da CEAGESP