Aqui estão alguns dos primeiros resultados do estudo sobre a refrigeração de frutas e hortaliças no ETSP, que levantou informações junto aos atacadistas e fez algumas observações e medidas no local.

O estudo seguiu as seguintes etapas:

1a. Levantamento das informações já existentes no DEMAN - Departamento de Manutenção

2a. Visita a cada pavilhão para verificação e localização no pavilhão (endereço e planta baixa

3a. Entrevista do usuário da empresa proprietária da câmara

4a. Avaliação da câmara.

Na avaliação da câmara foram caracterizados a localização da câmara na empresa, o tipo de câmara (climatização, congelamento e refrigeração), a temperatura (externa, interna e do produto), a organização da câmara (limpeza, presença de água e gelo, paletização, roupa apropriada), os equipamentos (relógio de luz, gerador de energia, material de construção, revestimento, exaustão de etileno, ralo, dispositivo de abertura interna, termômetro externo, interruptor externo).

A entrevista dos atacadistas com câmara levantou:

  • A proporção por origem dos produtos armazenados na câmara: importado ou nacional
  • A utilização de câmaras fora da CEAGESP: própria e alugada
  • A proporção do produto refrigerado e carga seca na chegada ao mercado, de acordo com a origem
  • A proporção de produto mantido sob refrigeração de acordo com a origem e tipo de carga: seca ou refrigerada
  • A proporção de produto armazenado, dentro ou fora da CEAGESP, de acordo com a origem: importado ou nacional
  • A suficiência de espaço na câmara
  • Os produtos armazenados na câmara
  • A vantagens e desvantagens do armazenamento dentro e fora da CEAGESP.

Foram registradas 310 câmaras, sendo entrevistados os responsáveis por 261 câmaras. Uma parte das empresas (16%) se recusaram a dar entrevista.

 Aqui estão alguns dos resultados:

  • A maior parte das câmaras é de refrigeração (83%), seguidas pelas de climatização (13%) e de congelamento (4%).
  • A maior parte das empresas em todos os pavilhões utiliza câmara própria na CEAGESP. Nos pavilhões HF 5% possuem câmara própria fora. Nos pavilhões MF 2% possuem câmara própria fora e 7% câmara alugada. O MFEB possui 100 câmaras instaladas.
  • 161 das empresas entrevistadas (62%) consideram suficiente o espaço para armazenamento refrigerado.
  • Os pavilhões AMG, APA, APD e HFO utilizam as suas câmaras de refrigerando apenas para produtos de origem nacional.
  • As temperaturas médias do produto armazenado foram de 12o C nas câmaras de climatização, de -5o C nas de congelamento e de 4o C nas de refrigeração.
  • As vantagens de utilização de câmara na CEAGESP foram em ordem de importância: logística, manutenção da qualidade da mercadoria e de estoque do produto.
  • As únicas desvantagens levantadas na utilização das câmaras de refrigeração foram a falta de espaço físico e os custos com energia elétrica.
  • A utilização de cãmara própria fora da CEAGESP apresentou coomo principal vantagem o volume armazenado e como principal desvantagem os custos com logística.
  • O aluguel de câmaras só foi considerado vantajoso por 8,5% dos entrevistados e as razões foram espaço para armazenagem e logística simplificada.
  • Revestimento de piso, parede e teto de material liso, resistente e impermeável e ausência de ralo para escoamento de água foi constatado em 91% das câmaras.
  • Dispositivo de segurança para abertura interna na câmara foi observado em 92% da câmaras.
  • 93% possuem termômetro externo e interruptor de segurança.
  • 92% estavam organizadas, limpas e livres de acumulo de água e gelo.
  • Todas possuem temperatura monitorada.
  • 30% utilizam roupa apropriada no acesso as câmaras.
  • 16% das empresas com câmara possuem medidor de consumo de energia elétrica.
  • 28% possuem gerador de eletricidade.
  • 33% possuem sistema de exaustão para gás etileno.

O levantamento foi feito, no segundo semestre de 2017, pelo estudante de agronomia Victor Oliveira Castelão, estagiário do Centro de Qualidade, Pesquisa e Desenvolvimento com a colaboração do Departamento de Manutenção da CEAGESP.