O Entreposto Terminal de São Paulo é um dos maiores entrepostos de abastecimento de frutas e hortaliças frescas do mundo.

O levantamento da percepção do permissionário sobre o seu negócio é o caminho mais curto e eficiente para compreender o funcionamento do mercado e traçar estratégias de melhoria do nosso entreposto.

O Centro de Qualidade, Pesquisa e Desenvolvimento da CEAGESP vem realizando, desde 2005, entrevistas com permissionários e compradores do ceasa paulistano.

Aqui estão os resultados das entrevistas realizadas, entre os meses de fevereiro e abril de 2017, pelo Centro de Qualidade, Pesquisa e Desenvolvimento da CEAGESP. Foram entrevistados 496 atacadistas, que representam 41% dos atacadistas de frutas e hortaliças da CEAGESP paulistana, localizados em todos os pavilhões. O número de entrevistados por pavilhão foi determinado estatisticamente para garantir uma boa representatividade. Foram entrevistados permissionários de cada pavilhão. Este foi o primeiro ano que os permissionários do MLP foram entrevistados.

O levantamento compreende a proporção e venda por equipamento de destino, por local de destino, o horário das operações de comercialização própria, a proporção de produção própria, os principais problemas, o número de compradores e outras informações com o objetivo de compor um retrato do funcionamento do nosso mercado, a partir da percepção dos seus comerciantes.

Alguns resultados
Quem são os nossos compradores?
Os compradores foram organizados em varejo tradicional, varejo de rua, atacadista, distribuidor, restaurantes e outros. O varejo tradicional é composto por lojas especializadas em frutas e hortaliças (varejões, sacolões, quitandas e frutarias) e supermercados e o varejo de rua por ambulantes e feirantes. O serviço de alimentação abrange hotéis, restaurantes e refeições coletivas. O setor atacadista é composto por atacadistas dentro e fora dos Ceasas. A distribuição foi dividia em varejo e serviço de alimentação.

Podemos observar que:
1. O varejo tradicional é o nosso principal comprador (44%) e sem o MLP cresce para 48%. Mais ou menos 65% das compras do varejo tradicional são feitas por supermercados. O varejo tradicional é o destino mais importante para todos os pavilhões com exceção do MLP.
2. O varejo de rua é o 2º maior destino (28%). Os feirantes respondem por 93% da compra caracterizada como varejo de rua. Os feirantes são os maiores fornecedores do MLP e o segundo maior fornecedor dos outros grupos de pavilhões com exceção do AM e do BP.
3. O distribuidor é o terceiro maior destino. O distribuidor de varejo responde por 75% da venda para distribuição e o distribuidor de serviço de alimentação por 25%.
4. O atacadista é o quatro maior destino. Os atacadistas instalados dentro do ceasa paulistano respondem por 64% do destino e de outras ceasas por 36%.
5. O restaurante responde por 7% dos destinos e representa o segundo destino mais importante do AM e o terceiro destino mais importantes no BP e no MLP.
A comparação entre os resultados das entrevistas realizadas em 2015 e em 2017 (Tabela 03), mostram um pequeno decréscimo da participação do varejo tradicional (55 para 48%), um bom crescimento do varejo de rua (16 para 27%)e do restaurante (2 para 9%) e uma diminuição da participação do atacadista e do distribuidor.

Para onde vão os nossos produtos?

A diversidade de origens na oferta de frutas e hortaliças necessária para garantir o abastecimento do ceasa paulistano impressiona – 1500 diferentes municípios, 24 estados brasileiros e 14 países. A origem de cada entrada é registrada pelo SIEM – Sistema de Informação e Estatística de Mercado da CEAGESP.

A entrevista levantou o destino das frutas e hortaliças comercializadas no ceasa paulistano. O destino principal das nossas frutas e hortaliças é a Região Metropolitana de São Paulo, principalmente a Capital de São Paulo, seguida por outros municípios do Estado de São Paulo (litoral e interior) e outros estados. A Capital paulista predomina como o principal destino e variações entre os pavilhões no segundo maior destino. A maioria deles tem a RMSP sem a capital como o segundo destino principal, com exceção do AM, do HF e do MSC que tem ‘Outros estados brasileiros’ como o segundo maior destino.

A importância da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) como destino dos nossos produtos cresceu 20%, entre 2015 e 2017, e a dos outros destinos diminuiu

As tabelas com maiores informações estão disponíveis aqui.

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Centro de Qualidade, Pesquisa & Desenvolvimento da CEAGESP
Estudos do comportamento do mercado e dos seus agentes.
Marina Diogo Prandini Tonel
Marina Ribeiro Mathias Duarte Barbeiro
Patrícia Soares da Silva
Sabrina Leite de Oliveira
Thiago de Oliveira