O amendoim é uma leguminosa, a mesma família botânica a que pertence o feijão, a soja, a ervilha, a vagem, o ingá, a tipuana, o flamboyant e muitas outras plantas com que convivemos todos os dias. As leguminosas produzem vagens, são alimentos com alto conteúdo de proteína e absorvem nitrogênio do ar através da simbiose da planta com uma bactéria benéfica fixadora de nitrogênio.

A América do Sul é o centro de origem do amendoim. Ele era cultivado pelos indígenas muito antes da chegada dos europeus. O amendoim é muito diferente das outras leguminosas. A flor depois da polinização emite uma estrutura alongada que penetra no solo, onde o fruto se desenvolve. O amendoim é um fruto subterrâneo.  

O Estado de São Paulo é um grande produtor de amendoim. A maior parte do amendoim é plantado nas áreas de reforma de cana de um açúcar. A cana de açúcar começa, em geral, a produzir depois de ano e meio do plantio. Depois de 6 a 7 cortes (anos de produção), ela tem que ser renovada. Aí entra o amendoim na rotação de cultura antes de um novo plantio de cana.

A produção e a qualidade do amendoim brasileiro estão crescendo, a cada ano. A produção paulista de amendoim cresceu 49%, entre 2014 e 2016, quando chegou a 402 mil toneladas. O crescimento da área foi menor - só  14%, chegando a 113 mil hectares. O crescimento da produtividade de 31% explica o grande crescimento da produção. Os produtores estão cada vez mais eficientes e São Pedro ajudou.

A Câmara Setorial do Amendoim do Estado de São Paulo, ligada à Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo, investe no futuro. Um bom exemplo é o Programa de Melhoramento do Amendoim que o IAC – Instituto Agronômico de Campinas tem, desde 2003, com empresas da cadeia de produção e que permitiu, em uma década, o registrou dez novas variedades de amendoim para cultivo comercial.

A parceria da iniciativa privada com os institutos de pesquisa, ligados à Secretaria da Agricultura de São Paulo, ganhou grande incentivo com o programa ‘Núcleo de Inovação Tecnológica’, que garante maior autonomia aos órgãos de pesquisa na busca de recursos e para o estabelecimento de parcerias com o setor privado e garante à a participação da iniciativa privada no registro das novas tecnologias desenvolvidas.